Resumo

Após estudo de 30 pacientes portadores de cromoblastomicose, acompanhados no hospital dos servidores do Estado do Maranhão, verificou-se em 2 (6,6%) lesões ná região glútea, diferindo do que geralmente se observa, pois na cromoblastomicose existe sempre história de microtraumatismo sofridos durante o trabalho na lavoura, propiciando o desenvolvimento mais freqüente das lesões nas extremidades, principalmente dos membros inferiores.

Ambos pacientes, doentes há 10 anos, apresentavam lesões nodulares e verrugo-confluentes em placas coalescentes na região glútea direita.

O diagnóstico etiológico foi firmado através de exame histopatológico e cultura, com isolamento de Fonsecaea pedrosoi.

Na investigação epidemiológica do tipo de exposição verificou-se que os mesmos desempenhavam a profissão de quebradores de coco-babaçu, atividade relativamente comum no Estado. Parece evidente a relação entre o tipo de atividade profissional e o desenvolvimento da infecção.

SILVA, C. M. P. ; ROCHA, R. M. ; MORENO, J. S. ; BRANCO, M. R. F. C. ; SILVA, R. R. ; MARQUES, S. G. ; COSTA, J. M. L. . O babaçu (Orbignya Phalerata Martins) como provável fator de risco de risco de infecção humana pelo agente da cromoblastomicose no estado do Maranhão, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba – MG, v. 28, n.1, p. 49-52, 1995.

Publicação

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.28 no.1 Uberaba Jan./Mar. 1995

Palavras-chave

  • Cromoblastomicose
  • Babaçu
  • Fonsecaea pedrosoi
  • Estado do Maranhão

Autores

  • Conceição de Maria P. e Silva
  • Raquel M. da Rocha
  • Janise S. Moreno
  • Maria dos Remédios Freitas Carvalho Branco
  • Raimunda R. Silva
  • Sirley G. Marques
  • Jackson Maurício L. Costa